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UMA ATRAÇÃO ESPECIAL Definitivamente existe alguma atração especial entre a piscina olímpica da Esportiva e a minha vida, pois por mais distantes que sejam os rumos que sigo, vira e mexe estou eu de novo frente a frente com ela. Até minha presença neste mundo, de certa forma, tem uma pitada de piscina da Esportiva. Na década de 50, meu avô, Engenheiro Químico do Governo do Estado visitou São João da Boa Vista a trabalho antes da inauguração da piscina, para analisar e conceder a licença estadual para o seu funcionamento. Alguns anos depois, minha mãe prestou concurso para ser professora do Estado, e por conselho deste meu avô, que afirmou ser uma cidade muito boa, escolheu vir morar em São João, onde conheceu meu pai e constituíram família. Aos cinco anos tive meu primeiro contato com aquela imensidão de água. Junto com minha irmã, quase morremos afogados. Aos 8 comecei a treinar natação. Como aquela água era fria. Em 1973, aos 12 consegui índice para o Campeonato Brasileiro, em Porto Alegre. Pode parecer incrível, mas fomos de táxi até lá. Pouco depois se inicia um longo período de divórcio com a piscina da Esportiva. Estudos, mudanças, trabalho, família, até que em 1994 um “piripaque” por acúmulo de stress e uma ordem médica me levaram a nadar duas vezes por semana em uma pequena academia de Campinas. Doze metros e meio tinha a piscina. A da Esportiva? Tem 50 metros. Mas a da academia era quentinha. Em 1996 notei um pequeno cartaz colado na porta do vestiário. Haveria uma competição de natação para veteranos, chamados Masters. Fiz minha inscrição morrendo de medo de fracassar, afinal já se passavam vinte e tantos anos desde a última competição. Não fui tão mal, e desde este dia não parei mais. Ainda em 96 tive mais um contato com ela. Acho que fazia uns vinte anos que não a via. Fui convidado para a festa de 40 anos da natação da Esportiva. Quase todos estavam lá. Nadamos um grande revezamento. E a água? Esta continuava tão fria como antigamente. O envolvimento cada vez maior com o esporte me levou a ser convidado, em 2003, a dirigir a Segunda Delegacia da Federação Aquática Paulista, cargo que ocupo até hoje e me permite organizar competições de natação dentro de um grande perímetro do Estado de São Paulo. E agora, aos 46 anos, dez anos depois do último encontro com aquela enormidade de 50 metros, no dia da distribuição desta edição de “O Município”, estou eu de novo tendo um forte contato com aquela água gelada. Estou vendo a plataforma de saltos em arco de parábola. Estou sentindo o cheiro de cloro. Estaremos realizando neste dia 14 um Torneio Regional de Natação, evento oficial da Federação. A última chance dos atletas atingirem os índices mínimos para participar de Campeonatos Paulistas e Brasileiros. Nesta mesma piscina onde nadaram Marcondes, Atílio, Galdino, Denise, Jorge, Marcelo, Túlio, Francis, Willian e tantos mais, outros sanjoanenses estarão buscando seu espaço, tentando ser mais rápidos. Sei que será difícil, pois estarão aqui grandes nadadores paulistas. Alguns são da Seleção Brasileira, o que torna o resultado ainda mais importante. Neste dia ninguém vai perceber que a água é fria, e sei que a vontade e a força destes garotos vão tirar fumaça da piscina.
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Em tempo. No dia 15, domingo, volto à piscina da Esportiva para mais um contato. Será o dia da festa de 50 anos da natação. E depois, longe daqui, ficarei aguardando, certo de que no futuro serei chamado novamente por ela para mais um encontro.
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| Publicado em 14/10/2006 | ||
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Comentário A Sociedade esportiva Sanjoanense é o maior e mais tradicional clube da cidade, e tem equipes de natação desde a década de 50, quando foi inaugurada a piscina olímpica e sua linda plataforma de saltos, hoje tomabada pelo Conselho de Patrimônio Histórico Municipal. A foto acima é a capa do livro comemorativo de 50 anos de história da nataçào da Esportiva Sanjoanense, escrito pelo meu treinador na década de 60, 'Prof. José Marcondes. |
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