NATAÇÃO - DE ANALÓGICA PARA DIGITAL – Entramos no século 21

A arbitragem de natação, da maneira como a conhecemos nos Torneios Regionais, pode ser considerada “analógica”, pois, como em um relógio de ponteiros, não podemos afirmar com precisão absoluta a hora certa.

Apesar de nossa gabaritada equipe de arbitragem contar com cronômetros digitais modernos, ela ainda deve reagir a um estímulo sonoro para disparar o equipamento. O árbitro escuta o sinal de partida e aperta o botão dando início à contagem do tempo daquela prova. Isto, em princípio parece bom, e certamente é mais eficiente do que na década de 70, quando os árbitros eram os pais de alguns nadadores e os cronômetros tinham ponteiros que não mostravam nem os décimos de segundo.

Porém, como cada árbitro (assim como cada atleta) tem um tempo de reação diferente, os cronômetros são acionados em instantes diferentes, e é aí, no momento da partida, que se verificam as maiores diferenças nos tempos finais de cada prova.

Sabendo disso, a FINA, órgão máximo da natação mundial, há muitos anos determinou que a classificação de cada série disputada fosse decidida por três árbitros de chegada, e não pelo tempo obtido nos cronômetros.

O tempo passou e mais uma vez a natação mudou. Surgiram provas de 50 metros onde todos nadadores chegam quase no mesmo instante, algumas piscinas passaram a ter dez raias, e a capacidade dos árbitros em determinar com segurança a ordem de chegada dos atletas  fica muito mais difícil, quase impossível.

Então a tecnologia criou um novo sistema de cronometragem que torna o resultado impossível de ser questionado. Assim, todos os cronômetros são acionados simultaneamente por um único árbitro, e a chegada fica a cargo de sensores de mais de um metro e meio de largura instalados nas cabeceiras das piscinas, acionados pelos próprios nadadores com um leve toque das mãos. E para finalizar, um placar eletrônico informa, no mesmo instante do toque, qual foi o tempo obtido pelo atleta.

Trata-se, é verdade, de um equipamento muito caro, distante da realidade de muitas federações estaduais no Brasil, mas cada dia mais perto da nossa região.

Uma CPU específica, à prova d’água, sem disco rígido, sem windows, programada apenas para determinadas funções específicas das provas de natação, um dispositivo de partida sonoro, eletrônico e estroboscópico (para atender também ao deficiente auditivo),  placas de toque para determinar as chegadas e um placar eletrônico, estarão à disposição da Segunda Delegacia da FAP e da UNAMI a partir de março de 2008, quando se inicia a nova temporada. Vale informar que este equipamento poderá ser montado em qualquer piscina de competição.

Como a maior parte do equipamento já chegou ao Brasil, para agora, já no próximo Torneio Regional, que será realizado em Limeira, dia 10 de Novembro, estaremos fazendo uso de parte deste equipamento, trazendo finalmente, a natação regional para o século 21.

 

 
  Publicado em 24/10/2007  
 
 
  Comentário

Hoje, dia 12 de Janeiro, ainda não recebemos a totalidade do equipamento comprado e já pago. Continuamos fazendo pressão.

A CBDA recentemente divulgou uma nota informando que a isenção de impostos que havia para aquisição de equipamentos esportivos foi cancelada, mas que o Presidente deverá assinar uma medida provisória para prorrogar essa isenção por mais dois anos,

De qualquer forma, as placas ainda não estão disponíveis por aqui.